O Programa Director de Inovação, Competitividade e Empreendorismo para o Município de Alvaiázere - PDICE, é algo que desde há poucos meses é referido por Tito Morgado como algo de extraordinário para Alvaiázere. Poderia ser, mas há aqui algo que apenas algumas pessoas sabem e eu sou uma delas...
São factos que demonstram como este autarca instrumentalizou politicamente um plano, dito de desenvolvimento, com vista à prossecução das suas megalomanias de autarca, algo de lamentável sobre todos os pontos de vista.
Os factos desconhecidos à opinião pública são precisamente aqueles que eu quero sublinhar, pois a história não é bem como Tito Morgado refere.
Quando este autarca teve a ideia de elaborar um plano estratégico, algo de estruturante para Alvaiázere, foi contactada uma empresa que não a que acabou por fazer o trabalho em causa, a Sociedade Portuguesa de Inovação, S.A. (SPI), empresa contra a qual não tenho nada, só para que fique registado.
Foi contactada uma outra empresa, da qual fazia parte um dos "gurus" dos planos estratégicos em Portugal, uma pessoa imparcial que curiosamente me deu aulas em Lisboa, já que a Universidade de Lisboa era, na altura, uma das universidades em que leccionava. Foi reunida uma série de informações críticas para a elaboração de um plano estratégico para Alvaiázere, algo de louvável e que me deixou na altura positivamente surpreendido com Tito Morgado.
Passaram-se semanas e quando tudo parecia bem encaminhado para o avanço final deste trabalho, deixou de haver contacto entre esta empresa e a Câmara Municipal de Alvaiázere, algo de estranho, no mínimo...
Pouco tempo depois, foi-me dito que quem estava a elaborar este mesmo plano era uma outra empresa, a SPI, desconhecendo eu o que teria acontecido com a primeira empresa. Logo aqui surge uma questão, o que é que aconteceu, já que no mínimo é estranho?
Depois fica outra questão em aberto, quanto dinheiro perdeu a Câmara Municipal de Alvaiázere com esta situação estranha?
Desde que a segunda empresa entrou em cena, nunca mais me foi pedido nada, algo que estranhei ainda mais, mas a história continua.
Quando este estudo foi apresentado, fiquei ainda mais perplexo, já que quem estava na apresentação do PDICE e à frente desta empresa era afinal um antigo elemento do PSD a nível nacional. Será que é moralmente aceitável que Tito Morgado tenha escolhido alguém que já foi do partido que o apoia? Será uma ligação aceitável esta?
Ligações como esta são infelizmente comuns, mas são algo que não aceito de forma alguma, especialmente parecendo este caso como que um favorecimento político. Não significa que o seja, porque não tenho provas, mas fica a dúvida, é algo que em democracia posso questionar, além disso não é nada de novo nesta mesma democracia.
Além disto tudo, fica mais outra questão no ar, quanto encareceu a troca de empresas, neste processo, sabendo que a segunda além de não ser bem preparada tecnicamente (como aliás se confirma após análise do documento) é efectivamente bem mais cara?
A questão da análise deste PDICE ficará para outro dia, mas desde já fica a nota que é um documento que em algumas questões, nomeadamente ambientais, não foi como é dito, um «mergulho no território», foi sim um molhar de pés. Já tive a oportunidade de ler "na diagonal" e enquanto conhecedor de Alvaiázere notei muitos erros crassos na elaboração de um documento deste género, muitos deles concerteza vão gostar de saber!
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