Quem conhece Alvaiázere sabe que a questão associada aos caçadores é algo complexa, no entanto não imagina o que por vezes se passa neste mundo feito de gente, por vezes, sem valores morais, especialmente no que concerne ao respeito pelos valores naturais.
O que me leva a levantar a questão que agora quero retratar é algo de muito simples, o porquê da dualidade de critérios na atribuição de subsídios, por parte da Câmara Municipal de Alvaiázere, na pessoa do seu responsável máximo, Paulo Tito Morgado, às duas associações de caçadores existentes no concelho de Alvaiázere.
Lendo as actas da Câmara Municipal de Alvaiázere, pelo menos as disponíveis, observa-se que foi atribuído um subsídio de 1000 euros a uma das associações e cerca de.... 3000 euros a outra, porque?
Isto torna-se mais estranho, quando se observa que o presidente, na altura, da associação de caçadores prendada com o subsídio mais elevado era nem mais nem menos uma pessoa com vínculo à Câmara Municipal de Alvaiázere. Resta a Tito Morgado esclarecer esta situação, já que quanto a mim não se justifica tamanha discrepância de valores atribuídos.
Fica também uma dúvida, se a associação que teve o subsídio mais elevado é a que recebe os fundos para gerir a zona de caça municipal, porque terá de receber, mesmo assim, mais fundos, já não chega o que recebe? Seria interessante uma apresentação de contas desta associação de caçadores de forma a vermos como são geridos os dinheiros públicos que visam a gestão da zona de caça municipal. Esta associação de caçadores mostraria desta forma se gere bem ou não o que é de todos nós, e daria um bom exemplo de transparência.
Ficam os factos, resta discuti-los serenamente e com toda a tranquilidade.
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